7.27.2011
Como a muito não posto....
7.04.2011
Apenas
Sou um lobo
Um anjo
Uma cor
Ou um momento
Sou um servo
Um algoz
Um criador
Ou um tormento
Sou aquele que te fala
Que escuta
Que sente
E sabe ainda mais
O caos de tua mente
A verdade escondida
A criatura perdida
E não há... Como voltar atrás.
6.25.2011
Anjo
Ele vivia isolado em uma ilha de amargura. Naquele lugarzinho fechado criado para que nada o pudesse abater. Mas de que vale se fechar ao mundo quando mesmo assim as lágrimas vêm e o atacam de surpresa. Ninguém é tão determinado que possa arrancar de seu peito todos os sentimentos. Isso o tornaria um anti-humano, o tornaria um anjo.
Anjo perfeito e intocado. Escute sua própria voz e veja seu semblante. Guie-se para o inferno ou para o céu. Está em suas mãos a escolha. Desde quando você sorri dessa forma triste? Desde quando você esqueceu o que é o amor? Não existe um garoto que viva isolado em um meio tão pútrido e amargo.
A Lua chora por ti, consegue escutar? Eu choro por ti, consegue me notar? Pare de fechar-se para a vida dessa forma doentia. Pare de aniquilar todas as esperanças que depositei em você. Deixe suas asas de lado e junte-se a mim nessa valsa solitária.
Anjos não existem. Por mais que existissem, não seriam perfeitos. Seriam de porcelana, sem sentimentos, frios e secos. Seriam de vidro transparente, quebradiço e cortante. Sem amor, sem detalhes, sem virtudes. Seria você se um dia parasse de amar.
Então vem, mostre-me que humano você ainda é. Mostre-se que a escolha está em suas mãos. E torne-se novamente aquele que um dia eu amei.
6.16.2011
Crio
Impossível esquecer teu toque, teu gosto, teu rosto
Não há como fechar os olhos e não lembrar
Agora tudo é sem brilho, é fosco
Agora existe um vazio, que causa mal estar
Já estivemos brincando com nossos lábios
Já criamos tempo, quando ele não havia
Desestabilizamos os instantes, ficamos em fios
Imaturos, vivemos intensos, enquanto o resto sofria
A Grande Criação não interessava
Religião, relação, reação, nada importava
Éramos nós dois e apenas isso
O restante era desprezível, nada mais que um processo
Voltaremos a ter tamanho sentimento
Ou vulgarizaremos cada instante do próximo momento
Ou esqueceremos os toques e os gostos
E ficaremos no tédio, no ócio, sem gestos
6.10.2011
Ama
Quando amo alguém sou assim, desleixado
Nunca amando penso na dor ou no sofrer
Apenas amo apaixonado
Apenas amo sem esquecer
Amando sem sentido, meio jogado
Vou sentindo esse amor, tão esperado
Vou vivendo intenso, ao seu lado
Não querendo encontrar o motivo, querendo ser amado
Esqueci de te ver, perdão
Caí no mesmo erro, culpa da tentação
Seus erros, escondi, culpa do amor
Mas as lembranças ficaram, causando essa dor
Aqui estou sem me arrepender
Mudando meu rumo, sem te esquecer
Criando o tempo à minha volta
Mas lembre-se sempre, sentirei sua falta.
1.21.2011
Finiti.
Nem sempre acaba. Às vezes, raras vezes, ficam as marcas, que são irremovíveis, tornando assim inacabável. Nem sempre acaba. Recomeça, começa, tem meio, mas o que era pra ser fim significa apenas uma pausa dramática num palco sem platéia, sem público o espetáculo terminaria; então existe uma pausa, um momento para respirar, ver os erros e os acertos, esperar o público retornar e assim começar, recomeçar a peça.
Acreditar num reinicio não é loucura, é a tão famigerada esperança. Não posso acreditar que seja apenas um sopro de vida, dez, vinte ou míseros cem anos. Não posso, não quero e nem vou acreditar nas palavras deterministas de que acaba aqui, agora ou depois, nesse mundo material e surreal, não pode ser real, a morte não é um fim.
Finiti. Finado. Acabado. Finalizado. Odeio essas palavras. Diga-me no que crer, e eu vos direi no que creio. Eu creio num inacabável senso de humor dos deuses, ou de Deus. Um tão grandioso humor que é capaz de fazer-nos acreditar nas nossas falsas lágrimas, enquanto na verdade elas são falsas, devido ao que virá, o novo inicio. Não há término, e nós, sem saber como ver o futuro e tão presos ao humor divino, choramos o que acabou de acontecer, choramos devido à pausa dramática.
Mas não me agrada não chorar. Não me agrada esse humor sarcástico que parece um ácido que me corrói as vísceras. Não me agrada chorar por algo efêmero, mas inegavelmente mortal; a morte. Gritar sem voz, ver a escuridão. Lamber o chão. Sinto-me assim por dentro e por fora ao me deparar com a dor de alguém que acredita no finiti da morte.
Nem sempre acaba. Deixa marcas sólidas e irremovíveis. Deixa em mim, em ti, nela e naquela. Eu quero acreditar nisso, antes que louco fique com a morte de minha amada. Antes que louco fique com a morte de meu amado. Antes que apenas louco fique com a morte, com a morte fique louco e como um louco fique morto.
1.15.2011
A favor da ação-voluntária.
Aqui vai o site da verdes-mares, onde tem o endereço dos postos de coleta de alimentos não perecíveis, ou produtos de higiene pessoal, ou água, já que o preço da água foi aumentado graças aos comerciantes, mais uma prova do quanto precisamos rever nossos valores, e DINHEIRO pode até nos proporcionar muito, mas pode prejudicar mais ainda.
http://verdesmares.globo.com/v3/canais/noticias.asp?codigo=309631&modulo=178
Façam sua parte, esqueçam rixas ou quaisquer impecilhos... E vamos lá.